Essa primeira aqui, sem dúvidas, tem de ir pro Saraiva, já que, afinal de contas, foi o blog dele que me deu vontade de ter um também. Pra puxar seu saco, ao invés de melosas lembranças, fica minha consideração por você velho. Apesar de sempre sumir nos corredores e me deixar falando sozinho, aquele foi um bom ano do seu lado. Valeu Saraiva!
Essa idéia de não querer fazer planos é meio paranóica. Parece que, de repente, tudo que você faz é se perguntar se isso é um plano ou uma meta disfarçada. Mas agora acho que tá dando tudo certo. Claro que nessas horas em que pensamos saber de tudo, sempre acontece alguma coisa ridícula e agente quebra a cara bonito. Então não minto que essa idéia me assusta um pouco, mas porra, me faz tão bem que prefiro ignorar as vezes e apenas pensar que tô fazendo a coisa certa.
E tenho tanta certeza de que vai me fazer melhor, principalmente, quando comparo o agora com o final do ano passado. Puta merda, eu nunca vi tanta incerteza em tão poucos meses. O tempo se intercalava em voar e não passar, nunca mais e nem menos do que isso. Tanto que, quando vi, tava lá eu, roubando uma rosa na colação e dando o abraço apertado jamais dado antes (exagero).
Depois disso, deu tempo de fumar uns dois cigarros daqueles que não fumo, e eram 5 da manhã, com frio, dando outro abraço que dessa vez já havia sido dado antes. Aí sim, finalmente, vi aquele táxi indo embora. Porra, cadê meu chão? (Ah, quando eu disse que comparo o agora com o fim do ano passado, acho que era exatamente a essa cena que me referia) Agora paro pra pensar, e dar risada disso tudo é o que mais me faz bem, porque acho que pela primeira vez na vida pensei em alguma coisa que realmente deu certo, que realmente tenha servido pra mim. Agora olho, e tenho chão.
Foda que não sei se meus milhares de 2 leitores vão conseguir entender alguma coisa disso. Pra sincero, uma eu creio que vá entender, e me desculpe se estou sendo repetitivo, mas não minto nem um pouco quando digo que, porra, você me faz um bem danado!
